ARTIGO: A popularidade de Bolsonaro

No momento em que a classe política vive um dos seus piores períodos de aceitação popular, poucos são políticos e gestores que se atrevem a ir às ruas. O medo das vaias, dos apupos e de comprovar, in loco, que a sua popularidade não é avalizada pela população, faz com que esses políticos, desde há […]


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Ana Cristina 19/08/2020 08:00 Artigos

No momento em que a classe política vive um dos seus piores períodos de aceitação popular, poucos são políticos e gestores que se atrevem a ir às ruas. O medo das vaias, dos apupos e de comprovar, in loco, que a sua popularidade não é avalizada pela população, faz com que esses políticos, desde há alguns anos, só se atrevam a ir às ruas mediante um aparato de segurança e de uma claque contratada para o devido apoio a qualquer custo.

Contudo, o que se vê com o presidente Jair Bolsonaro é justamente o contrário. Mesmo no auge da pandemia, quando o País ameaçava afundar para as profundezas da recessão, tal como um Titanic, o presidente foi às ruas meio que de improviso. E em todas as ocasiões causou aglomerações populares com as pessoas querendo vê-lo de perto, gritar o seu nome e chama-lo de “mito”, em cenas que beiraram o surrealismo, ante um cenário de crise e de constantes ataques por setores dos maiores veículos de comunicação da chamada imprensa tradicional, de setores do Congresso, e do Poder Judiciário, na figura dos 11 ministros do STF.

Contrariando as anteriores pesquisas de opinião, que indicavam uma queda de popularidade, Jair Bolsonaro resolveu dar a cara para ver se o povo batia. E foi a Bagé, no Rio Grande do Sul, a Belém, no Pará, ao interior do Rio Grande do Norte, e ao coração do sertão do São Francisco, nos confins da Bahia. Os dois últimos lugares tradicionais redutos do PT, partido do ex-presidente Lula. E iniciou a semana com uma visita ao Estado de Sergipe, surpreendendo até os mais céticos dos céticos. E em vez dos tapas previstos pela trajetória das pesquisas de opinião, recebeu afagos.

Em Campo Alegre de Lourdes, no interior baiano, a população do município, que é governada por um prefeito do PC do B, partido de viés de esquerda radical, Bolsonaro ignorou possíveis ataques e, como em outros locais já visitados, de improviso fez sua aparição em público, sendo ovacionado de uma forma sem precedentes. Não houve ônibus fretados para trazer as pessoas dos vilarejos para a cidade, pagamento de lanches ou algo semelhante a “caixinhas”. Foi tudo espontâneo.

Travestidos de especialistas, os que, depois de um ano e sete meses ainda não digeriram a vitória de Jair Bolsonaro, atribuem o crescimento da sua popularidade unicamente ao pagamento do vale emergencial (coronavoucher), e relembram o que fez Lula, com o Bolsa Família. Esqueceram-se que frequentemente as aparições de Lula, e posteriormente da ex-presidente Dilma Roussef, que o sucedeu na presidência da República, eram infladas com o recrutamento dos sindicatos e movimentos sociais, muitos trazidos dos mais diversos municípios em ônibus alugados para fazer plateias e claques nos eventos.

Atribuir a popularidade do presidente unicamente à população beneficiada com o vale emergencial da pandemia, é de um reducionismo raso. Em todos os segmentos econômicos e sociais, dos quais uma parcela significativa não está incluída no rol dos beneficiados, houve um aumento maior ou menor da aprovação e diminuição da rejeição.

E, por fim, o presidente é bem avaliado em plataformas digitais (portais, sites, blogs), não mais ficando refém das informações dos grandes jornais, revistas e redes de televisões. Essa rede digital, muitas delas com mais de dois milhões de seguidores cada, rivalizam com as audiências dos canais de televisão e superam, de longe, o volume somado de tiragem todos os jornais e revistas impressos no País. 

Foi com esse novo formato de comunicação que o presidente se elegeu. E é com esse mesmo formato que ele que  consegue interagir e manter um grau de resiliência permanente com a população.

* Adilson Fonseca é jornalista e escreve sempre às quartas-feiras.

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