Comitê de Assessoramento do Coronavírus da Ufba alerta para os riscos do Carnaval 2022
Por meio de nota, instituição diz que se a folia for realizada, toda a população sofrerá as consequências
O Comitê de Assessoramento do Coronavírus da Ufba divulgou um comunicado nesta sexta-feira (26), assinado por Eduardo Mota, Gloria Teixeira, Tania Bulcão, Paulo Miguez, Thierry Lobão e Roberto Meyer, sobre os perigos relacionados à realização do Carnaval no ano que vem, intitulado “Reflexões sobre o Carnaval em 2022 no contexto da pandemia da Covid-19” e divulgado neste sábado (27).
De acordo com a nota, a folia momesca em Salvador poderá “fazer retroceder os avanços que vêm sendo alcançados no controle da pandemia da Covid-19. No final de fevereiro de 2022, ainda haverá transmissão comunitária ativa do vírus SARS CoV-2 no Brasil e, em consequência, ocorrência de casos novos de Covid-19. Esse é o cenário mais provável, em vista da calamitosa evolução presente em muitos países do continente europeu”.
“Com a ocorrência de uma nova onda da pandemia, caso seja realizado o Carnaval, toda a população será afetada, com aumento da incidência da doença e o retorno de medidas mais restritivas, e não somente aqueles que se beneficiam diretamente, seja economicamente ou festivamente, deste evento. A experiência recente dos países da Europa, dos Estados Unidos e Reino Unido, com terceiras e quartas ondas ainda mais violentas que as anteriores, indica o que poderá ocorrer entre nós”, detalha.
O comitê explica que o afrouxamento das medidas de restrição na Europa trouxe uma nova onda de casos atualmente, mesmo com as campanhas de vacinação. “Uma nova onda epidêmica vem sendo observada em decorrência, principalmente, do relaxamento das medidas de distanciamento social e da obrigatoriedade do uso de máscaras. Felizmente, onde as coberturas vacinais são elevadas, tem-se constatado menor incidência de casos graves e menor letalidade, em todos os países, inclusive no Brasil”.
“Certamente, ninguém poderá afirmar hoje que haverá um cenário de transmissão viral zero nos primeiros meses do próximo ano. Sendo assim, faz-se necessário acompanhar os níveis de incidência da Covid-19, dos casos graves, hospitalizações e óbitos nos meses vindouros”, explica.
Sem mencionar a nova cepa originária da África do Sul, a Ômicron, o documento fala que a “possibilidade da ocorrência de novas variantes virais aumenta com a persistência da transmissão e novas infecções da Covid-19”.
Além disso, a nota destaca que alguns estados ainda estão com a taxa de vacinação baixa, como o Acre (38%). A do Brasil está em 62%. “Na Bahia, essa cobertura é de 54,6%. Ainda há neste estado expressiva proporção de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose e que necessitarão de segunda dose com intervalo apropriado. Esses níveis ainda são insuficientes para a proteção populacional segura contra novas ondas da pandemia. A considerável variação na cobertura vacinal contra a Covid-19 entre as regiões e estados indica que os movimentos populacionais internos poderão incrementar a circulação viral em um determinado local, favorecendo o aumento da frequência de novos casos da doença”, explica o documento.
Além disso, mesmo com uma vacinação expressiva da população brasileira, os especialistas indicam: “Isso não significa que haverá interrupção da transmissão viral, uma vez que as vacinas não oferecem proteção absoluta contra todas as infecções. Tem-se como certo que tanto as vacinas quanto as infecções adquiridas naturalmente não conferem imunidade duradoura contra o SARS-CoV-2”.
Dose de reforço é fundamental
O Comitê de Assessoramento do Coronavírus Ufba destacou em seu comunicado que a dose de reforço é importante para a manutenção da imunidade contra o novo coronavírus. “É a necessidade de dose de reforço, aplicada cinco a seis meses depois da vacinação completa. Embora essa medida de reforço tenha sido iniciada na Bahia, até o momento apenas 737 mil pessoas (5,0% da população) foram vacinadas”, explica.
“O Carnaval é um evento cujas características de intensa movimentação de pessoas e grandes aglomerações, por tempo prolongado, apresentam todas as condições para o recrudescimento da incidência da Covid-19 com as consequências que podem advir. O argumento de que ocorre em espaço aberto, o que não é de todo verdadeiro, não se sustenta diante da magnitude da aglomeração, intenso e frequente contato interpessoal e alto risco de transmissão viral”, detalha o comunicado.
Para concluir, o comitê explica que o número de casos diários na Bahia parou de cair e entrou em estabilidade. Para que esses dados voltem a sofrer queda, “trata-se de manter a atual situação e fazê-la avançar favoravelmente nos próximos meses, no sentido do controle da pandemia, possibilitando o retorno gradual às atividades econômicas, à circulação moderada de pessoas e aos eventos em que se pode assegurar a presença apenas de pessoas vacinadas e controlar o uso de máscara”.
“Se, ao contrário, permitir a volta prematura de grandes aglomerações nas festas de final de ano e no Carnaval será observado o resultado indesejável de recrudescimento da pandemia com maior número de casos, hospitalizações, sequelas e mortes evitáveis pela Covid-19, com os altos custos econômicos e sociais decorrentes”, explica.
“Seria reconfortante estarmos errados nas previsões da pandemia no pós-carnaval, mas não há benefícios suficientes que superem os seus riscos. Temos a convicção de que os gestores públicos agirão com responsabilidade e não permitirão que tenhamos mais casos e mortes pela Covid-19 do que já existem”, finaliza o comunicado.
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