Música sempre: a falta de pockets shows em uma cidade musicada
A cidade dispõe de um variado elenco de artistas que vai do axé music, ao pagode, música clássica, sertaneja, rock, samba e MPB
Nas ruas de New Orleans (estado da Louisiana, nos Estados Unidos), ou mesmo em trechos da Avenida Paulista, em São Paulo, não é raro ver pequenos grupos de cantores fazendo pequenos shows (pockets shows) na calçada. Ganham visibilidade momentânea, pois, em geral, são grupos anônimos, mas de boa qualidade musical, em busca de notoriedade ou patrocínios para a vida artística, que aproveitam os espaços públicos, como forma de divulgar seus trabalhos.
Há pockets shows com cantores já consagrados, que aproveitam o evento, que têm em média curta duração, para divulgar seus novos trabalhos ou anunciar uma nova turnê. Os mais famosos foram os shows surpresas dos Rolling Stones, quando do anuncio da sua últimas excursão mundial.
Outros artistas, como o ex-vocalista e guitarrista do Pink Floyd, Roger Waters, em 2018, fez uma apresentação de meia hora na Avenida Paulista, em São Paulo, para divulgar sua turnê Use+Them, tocando o maior hir da banda “Another Brick in The Wall -We don’t need no education”.
O Pocket Show, a princípio é uma apresentação artística informal, sem venda antecipada de ingressos e montagem de grande estruturas. Não tem um limite padrão nas suas apresentações, mas gira em média pouco mais de meia hora para cada artista ou grupo. Normalmente é um cantor, ou uma banda com número reduzido de integrantes, que realizam shows, ensaios ou divulgação de novos trabalhos. E o melhor, são shows gratuitos.
A Avenida Paulista, em plena efervescência de executivos, comerciantes e banqueiros, costuma ser um dos principais palcos de apresentação de artistas, expoentes ou não, no decorrer da semana. Ali já se exibiu Emicida, Luiza Sonza, Roberta Campos, e Pablo Vittar. Isso sem falar os grupos ainda desconhecidos do establishment artístico, que fazem apresentações gratuitas ao público, mediante pequenos cachês de lojistas.
Em Salvador, cidade musicada em todos os ritmos e estilos, o único espaço utilizado, é o Parque da Cidade, mas mesmo assim com shows devidamente estruturados dentro do programa Música no Parque, bancado e organizado pela Prefeitura Municipal, o que difere da característica de um pocket show, que é mais informal.
O Campo Grande, que seria outro espaço, não tem esse tipo de programação, e muito menos espaços comerciais como a Avenida Sete, Avenida Tancredo Neves ou em praças públicas como a Piedade, Campo da Pólvora ou mesmo a de Irmã Dulce, na Cidade Baixa.
Esse tipo de evento, comum nas principais capitais europeias e nos Estados Unidos, teve alguns ensaios em alguns shoppings de Salvador, mas a ideia, apesar do forte atrativo de público, e que funcionou como um happy hour gratuito, também não foi adiante. Não por falta de elenco artístico, mas por falta de patrocinadores, e da falta de engajamento de lojistas. E no Pelourinho, que teve projetos nesse sentido, também não foi adiante.
A cidade dispõe de um variado elenco de artistas que vai do axé music, ao pagode, música clássica, sertaneja, rock, samba e MPB. Da voz e violão mais intimista de uma Samantha Tosta ou do embalo da música de verão, de um André Lélis, a cantores revelados nos últimos anos, como Giovani Cidreira, Flávia Wenceslau e Luedji Luna, entre outros.
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