“Não somos os principais vilões dessa questão climática. Somos a solução dos problemas”, diz Ricardo Salles

Ministro do Meio Ambiente declarou que o Brasil emite apenas 3% de gases na atmosfera


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redacao 18/05/2021 07:00 Política

Entrevistado pelo editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no Jornal A Tarde, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o Brasil é um dos países com compromissos mais sólidos sobre a mudança de clima.

“O Brasil é um país que contribui com menos de 3% do total de 100% do planeta. Então, os principais países que poluem e que emitem gases de efeito estufa são os países ricos, responsáveis por cerca de 70% do volume de gases na atmosfera”, afirmou.

“Portanto, são eles os principais vilões na questão climática. O Brasil tem a agricultura de baixo carbono, o Brasil tem código florestal, que nenhum deles tem, o Brasil tem uma série de medidas que deixam claro que não somos nós os principais vilões dessa questão climática. Nós somos a solução desse problema”, completou.

Ricardo disse ainda que o Brasil precisa focar “nos temas ambientais de agenda urbana, falta de saneamento, gestão do lixo, melhoria da qualidade da água, enfim, temas que dizem respeito ao dia a dia dos brasileiros”.

Ambientalistas e parlamentares da oposição dizem que o processo de licenciamento visa acabar com o principal instrumento de controle aos impactos negativos ao ambiente, por prevenir construções que causem impactos ao país.

Segundo o ministro, “é fundamental que tenhamos uma lei e um processo de licenciamento, com órgãos com capacidade de ação e aprofundamento nos assuntos que têm maior relevância”.

“Essa é a lógica de você no mundo inteiro ter latifúndios poluidores, que realmente pertencem a grupos mais aprofundados de impacto ambiental, onde você tem ainda estruturas, sistemas de informática, e que isso permita que você tenha um maior conhecimento dos riscos e das atividades potencialmente poluidoras”, pontuou.

Questionado sobre o que o governo está fazendo para minimizar as queimadas no Brasil, dando a impressão de estarem com a falta de controle, Salles ressaltou que as medidas de prevenção às queimadas são feitas não só pelo Governo Federal, mas principalmente pelos governos estaduais, prefeituras e proprietários rurais, sindicatos rurais.

“É preciso que, dentre as medidas de prevenção, se faça a limpeza das áreas do pasto, das áreas sub-bosque, as partes florestais, enfim, uma série de medidas. Da parte do Governo Federal, desde o ano passado já há um aumento bastante significativo do número de brigadistas, que saltou de 1.400 para 3.300. A quantidade de aviões de combate aos incêndios saiu do ano anterior de 6 aviões e esse ano vai para 16. Além disso, 8 helicópteros e todos os equipamentos que estão disponíveis e são utilizados têm sido contratados pelo Ministério do Meio Ambiente”, pontuou.

“Agora, é importante, mais uma vez, que cada um dos estados entenda o que é necessário a cada bioma, pois cada realidade exige uma medida diferente, faça as medidas de prevenção para reduzir o material que quando é seco, a matéria orgânica, se torna um combustível para queimadas”, completou.

Salles também rebateu as críticas sobre o favorecimento do Ministério do Meio Ambiente ao mercado imobiliário e aos setores do agronegócio.

“Antigamente, havia a crítica de que o Ministério perseguia os setores produtivos. Perseguia o imobiliário, perseguia o setor industrial, perseguia o agronegócio. O que nós fizemos simplesmente foi de colocar equilíbrio, bom senso, respeitar as normas, respeitar o devido processo legal”, rebateu.

Ele disse ainda que, em todos os países sérios do mundo, a área ambiental cumpre a lei e a área ambiental deve observar os parâmetros contidos nas normas.

“E nós temos feito aqui no Ministério do Meio Ambiente. Foi apenas isso que foi feito e o presidente Bolsonaro reconhece que isso era necessário, você colocar o respeito à regra, o respeito às normas como forma de permitir que as coisas sejam feitas adequadamente”, disse.

Por fim, Ricardo Salles deixou uma mensagem para as pessoas que se preocupam com a causa ambiental no Brasil e fazem críticas ao presidente Bolsonaro e ao Ministério.

“A mensagem é que muitos dos que nos criticam, quando estiveram aqui, não cuidaram das pessoas. As pessoas na Amazônia vivem na região mais rica do país, mas com os piores índices de desenvolvimento humano. O Nordeste brasileiro, a gente vê muitos desses ambientalistas que atacam o governo, o Nordeste não conseguiu avançar no saneamento nem no fornecimento de água tratada às pessoas”, pontuou.

“Foi justamente o governo do presidente Bolsonaro que aprovou as normas e está avançando muito nessa questão do saneamento, gestão do resíduo sólido, do lixo, e vários outros assuntos que interessam no dia a dia das pessoas. Então a mensagem do governo é colocar as pessoas no centro das atenções, colocar as pessoas como prioridade número um”, finalizou.

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