Para Bolsonaro, sanção de lei contra discriminação salarial pode tornar emprego “quase impossível” para mulheres
Não é a primeira vez que Bolsonaro se opõe à aprovação de leis que endureçam as regras do mercado de trabalho
Uma das lutas das mulheres no Brasil é a equidade de gênero e a correção de uma atitude injustificável que acontece no mercado de trabalho até os dias atuais: a diferença salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função. Nesse jogo, o público femino sai em desvantagem e parece que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) possui muitas dúvidas de como resolver este problema.
Durante mais uma live às quintas-feiras, o presidente da República falou sobre o projeto que prevê a igualdade salarial entre homens e mulheres. Ele disse que estaria em dúvida sobre a sanção da proposta que prevê multa de cinco vezes a diferença salarial constatada, a ser paga à funcionária lesada.
“Se eu sancionar, como é que vai ser o mercado de trabalho para mulher no futuro? É difícil a mulher arranjar emprego? É difícil para todo mundo, para mulher um pouco mais difícil. [Vamos ver] Se o emprego vai ser quase impossível ou não [.] pode acontecer que o pessoal não contrate ou contrate menos mulheres”, disse Bolsonaro.
No Brasil, segundo uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que as mulheres são mais escolarizadas que os homens. Entre elas, 19,4% das maiores de 25 anos tinham curso superior em 2019. Entre os homens na mesma faixa etária, a taxa é de 15,1%.
Mesmo assim, conforme os dados do Instituto, a média salarial das mulheres é ainda muito distante da público masculino. Em 2019, elas ganhavam 77,7% do salário médio de homens. A diferença é ainda maior nos cargos de liderança ou gerência nas empresas. Elas ganham 61,9% da média salarial deles.
O presidente disse que vai tomar uma decisão após consultar a opinião de seguidores nas redes sociais. “Vou ver nos comentários aqui da live se devo sancionar ou vetar o projeto que aumenta, e muito, a multa trabalhista para aquele que pague salário menor pra mulher do que o homem que exerçam a mesma atividade”.
Bolsonaro tem até segunda-feira (26) para sancionar a proposta, aprovada pelo Senado em 30 de março, depois de dez anos no Congresso.
Não é a primeira vez que Bolsonaro se opõe à aprovação de leis que endureçam as regras do mercado de trabalho para coibir diferenças salariais influenciadas por questões de gênero.
Na campanha presidencial de 2018, Bolsonaro afirmou que era suficiente a previsão na CLT de que homens e mulheres devem ser remunerados da mesma forma. Ele afirmou que eventuais descumprimentos das empresas deveriam ser corrigidas pela Justiça.
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