“É um desserviço ao país a candidatura do Lula”, diz Ciro Gomes
Ex-governador do Ceará é pré-candidato do PDT à Presidência da República
O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à presidência da República, disse ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no jornal A Tarde, “que a candidatura do ex-presidente Lula é um desserviço ao país”.
Ciro sugeriu que o ex-presidente abrisse mão de disputar o Planalto na cabeça de chapa. Questionado se isso inviabiliza uma aproximação futura do PDT com o PT e as esquerdas, o pedetista disse que luta muito “para que o país tenha uma ocasião de se reconciliar”.
“Lula é um fator de ódio. Isso não é justo. Mas não dá para disfarçar. Imagina, vamos antecipar um pouco como é que vai ser a campanha. Isso vai começar a ser visível agora. Não vai precisar chegar a 2022. Bolsonaro vai começar e a cada pesquisa o Lula vai mostrar que ganha dele no primeiro turno, que ganha folgado dele no segundo turno. O que é que vai acontecer? Bolsonaro vai procurar avivar aquilo que deu vitória a ele e que derrotou Haddad, qual é? O sentimento de frustração com o petismo”, disse.
“Aí vem tudo. ‘Ah, quem está roubando é o seu filho, não, porque o PT é corrupto, não, corrupto é você’. E o país aguenta isso? Essa é a questão. O país aguenta? Então é um desserviço ao país a candidatura do Lula. Lula devia sair da disputa eleitoral e se colocar com a responsabilidade de um ex-presidente que foi muito querido pelo povo em um discurso de unidade do país, reconciliação do Brasil. Não. É só oportunismo, é só molecagem, é só egoísmo, é só projeto pessoal. Então vamos enfrentá-lo”, completou.
Ciro também avaliou ao M! o diálogo que está mantendo com o Democratas e uma possível formação de chapa com o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta.
“Nós não estamos nessa etapa ainda. O que eu acho é que a situação brasileira é tão grave que nós precisamos, assim como foi lá atrás com a redemocratização de Tancredo Neves, que é o exemplo mais contemporâneo que a gente tem, a gente precisa estabelecer um entendimento nacional ao redor de uma agenda de salvação do país”, ressaltou.
Ciro Gomes disse ainda que a agenda tem que ser grande, sem impor ou vetar nomes para articulação de 2022.
“Isso é o tom da conversa que eu estou tendo com vários quadros da vida brasileira, entre eles ACM Neto, e tem muita convergência nesse diagnóstico. Quem for mais viável é quem tiver mais capacidade de mobilizar a população para construir uma alternativa fora do ódio, fora da radicalização mesquinha que despolitizou a vida brasileira”, avaliou.
“Então eu não veto ninguém e também não me imponho. E a grande questão é o programa. No mesmo sentido estou conversando com o DEM, e para nós não é difícil fazer. Acabamos de fazer uma aliança em Salvador, em que o meu partido indicou a vice, e ganhamos no primeiro turno. Isso é a base de uma aliança que o povo legitima. Estou conversando com o PSD, com o [Gilberto] Kassab, e o prefeito de Belo Horizonte [Alexandre Kalil] também nós apoiamos”, ressaltou.
“E tem uma posição importante também que converge com essa ideia de construir. Estou conversando com o PSB, o partido que era de Eduardo Campos, estou conversando com a Rede, que é o partido da Marina, porque nossa responsabilidade é criar uma base política capaz de estabelecer a base por um projeto nacional de desenvolvimento que venha a responder a tragédia de terra arrasada que o Bolsonaro vai deixar para o próximo presidente do Brasil”, concluiu.
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