Economistas avaliam 2021 como um ano perdido
A recessão que começou no início de 2020, em decorrência da pandemia da Covid-19, ainda não deu sinais de ter acabado
O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos – Codace, formado por oito economistas de diversas instituições, definiu que o Brasil entrou em recessão no primeiro trimestre de 2020, em decorrência da Pandemia da Covid-19. Apesar de o país ter tido crescimento do Produto Interno Bruto – PIB, nos dois últimos trimestres do ano passado, o fraco desempenho econômico ainda não deu sinais de ter acabado.
O comitê fundamenta suas decisões na definição clássica do que é recessão, uma queda generalizada do nível de atividade, e olha para um conjunto grande de indicadores de atividade econômica, não só para o PIB.
Para o economista da Fundação Getúlio Vargas – FGV, Picchetti,houve uma queda generalizada da atividade a partir do fim do primeiro trimestre de 2020, mas a recuperação nos últimos dois trimestres do ano não se caracteriza por um aumento generalizado do nível de atividade.
Ele lembra ainda que alguns setores não se recuperaram e ainda estão bem abaixo do nível de antes da recessão, principalmente os serviços, mas também alguns segmentos da indústria.
“Para caracterizar uma retomada não basta alguns poucos setores no curto prazo mostrarem crescimento. É como se a gente tivesse descido três degraus e subido dois. Subiu, mas não foi de forma suficientemente forte para considerar que você saiu de processo recessivo”, afirmou à Folha de S. Paulo.
“É difícil falar de saída da recessão quando o desemprego está nos maiores níveis da série histórica. Infelizmente os dados de curto prazo e projeções não são de uma recuperação forte do mercado de trabalho nem no momento nem no futuro próximo. Quando você tem uma retomada do nível de emprego, você tem uma certeza muito maior de que realmente entrou em um período de expansão”, completou.
Picchetti cita ainda a perspectiva de grande parte dos economistas de uma nova queda do PIB neste primeiro trimestre e, eventualmente, até no segundo trimestre de 2021.
“Nada disso está claro ainda. O primeiro trimestre nem acabou, vai demorar para a gente conhecer todos os indicadores. Em resumo, existe uma incerteza muito grande para datar alguma coisa que seria o final da recessão com base só nesses resultados de 2020”.
Apesar de uma eventual retomada do benefício do auxílio emergencial, a economia brasileira pode terminar o ano de 2021 praticamente no mesmo patamar do final do ano passado. O FGV Ibre calcula que um crescimento de 3,6% em 2021 já seria obtido se o PIB ficasse estagnado por todos os quatro trimestres. A instituição projeta crescimento de 3,2%, ou seja, prevendo um segundo semestre com crescimento insuficiente para compensar a queda esperada no primeiro.
A repercussão do resultado do PIB entre representantes de vários setores também mostra as dúvidas sobre como será a recuperação neste ano.
Para o presidente da Abiplast e vice-presidente da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz Coelho, o auxílio emergencial sustentou o PIB, pois injetou dinheiro direto na economia, via consumo. Para este ano, segundo ele, é urgente planejar outras saídas, já que o valor da ajuda será menor (R$ 250 em vez de R$ 600) e por menos tempo (quatro meses).
“As reformas estruturais, administrativa e tributária, vão possibilitar dinamismo ao ambiente de negócios e, por consequência, estimular a retomada econômica. O Brasil pede uma agenda clara e propositiva. Na outra frente, passou da hora de planejarmos e executarmos a ampla vacinação de todos, com organização e boa comunicação”, afirmou.
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