Bolsonaro recua e revoga decreto sobre privatização de unidades básicas de saúde
Medida teve repercussão negativa nas redes sociais, e termos como “#DefendaoSUS” e “#SUSPublico” estavam entre os cinco assuntos mais mencionados no Twitter
Após receber uma avanlanche de críticas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu revogar o decreto que autoriza a realização de estudos para parcerias entre os setores privado e público para construção e administração de UBS (Unidades Básicas de Saúde). A medida foi criticada por parlamentares, ex-ministros e especialistas, além de gerar preocupação quanto a uma suposta privatização do SUS (Sistema Único de Saúde).
A revogação da medida será publicada nas próximas horas, em edição especial do Diário Oficial da União. Na ocasião, o presidente criticou as avaliações de que os estudos poderiam resultar em um tipo de privatização do SUS, o que ele nega que pudesse ocorrer.
Antes de Bolsonaro revogar a autorização à possibilidade de privatização de unidades do SUS, a medida teve repercussão negativa nas redes sociais. Termos como “#DefendaoSUS” e “#SUSPublico” estavam entre os cinco assuntos mais mencionados no Twitter.
O anúncio da revogação foi feito por Bolsonaro nas redes sociais. O chefe do Executivo classificou como “falsa” a ideia de privatização do SUS e afirmou que a simples leitura do texto “em momento algum sinalizava” a privatização do sistema.
Mesmo tendo recuado, o presidente defendeu o decreto, dizendo que a medida tinha como objetivo viabilizar o término de obras nas UBS’s, bem como permitir aos usuários buscar a rede privada com despesas pagas pela União. O decreto foi assinado tetrça-feira (27) por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
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