Deezer revela curiosidades de ídolos nacionais no Especial Dia da MPB
A plataforma levantou dez curiosidades de grandes artistas da música brasileira no Dia da MPB, comemorado em 17 de outubro em homenagem ao nascimento de Chiquinha Gonzaga
E se Caetano Veloso desistisse da música? Sabia que o cantor e compositor baiano cogitou a possibilidade, pois na infância pensava em ser filósofo, professor ou artista plástico?
E que Zeca Baleiro não gostava do apelido de “Baleiro” – alcunha que ganhou de alguns colegas por sempre estar com os bolsos carregados de balas e chicletes?
Esses são alguns dos segredos que a Deezer levantou de dez grandes nomes da Música Popular Brasileira para celebrar o Dia Nacional da MPB, comemorado em 17 de outubro em homenagem ao nascimento da compositora Chiquinha Gonzaga.
As curiosidades foram contadas pelos próprios artistas em episódios do Essenciais , podcast exclusivo da Deezer que homenageia músicos brasileiros por meio de conversas que usam a discografia do artista como fio condutor.
Surpreenda-se com as revelações de seu ídolo:
NEY MATOGROSSO
“Ney de Souza Pereira não era nome de artista”, contesta Ney Matogrosso durante o bate papo com a jornalista Roberta Martinelli, revelando a origem de seu nome artístico: “Uma vez estava reunido com amigos, e alguém perguntou: ‘e qual o nome do seu pai?’ Respondi: ‘Antonio Matogrosso Pereira’. Aí que me toquei. Matogrosso evocava uma região desconhecida do Brasil, e tem tudo a ver com o que me interessa”, disse.
CAETANO VELOSO
E pensar que poderíamos ter ficado com uma história musical abreviada de Caetano. No período do Tropicalismo, ele considerou deixar a música. Quando criança pensava em ser filósofo, depois professor e artista plástico, porque gostava de pintar. “A música apareceu, foi uma causalidade. No período do Tropicalismo decidi que ia deixar de fazer música. Tinha uns amigos místicos que diziam que era uma missão, que seria uma coisa grande. Eu não me guio por isso. Eu me reencontro com isso”, revelou a estrela.
ARNALDO ANTUNES
Nem tudo são flores: quando Arnaldo Antunes deixou a banda Titãs em 1992 para lançar seu primeiro disco solo, ‘Nome’, um projeto multimídia com VHS, livro e CD, queria fazer algo diferente, e esse caráter experimental do projeto foi recebido com certo estranhamento. “Depois disso ficou um trauma tão grande, que a cada disco que eu fui lançando os jornalistas vinham me entrevistar e sempre perguntavam: ‘poxa, agora ficou mais pop, né?’, responde o cantor rindo.
LENINE
Não foi de primeira que Lenine virou artista. Após três anos de faculdade de engenharia química, em 1979 trancou o curso e foi pro Rio de Janeiro com a intenção de se transformar em um “fazedor de canções”, como gosta de se definir.
O pernambucano teve logo seu primeiro disco lançado – “Baque Solto”, em 1983, junto com Lula Queiroga. Apesar de especial, a repercussão não foi tão alta. “Chamamos internamente de ‘espinha na bunda’, algo que só você sabe que tem, pois aconteceu, mas não aconteceu”, brinca o artista.
PARALAMAS DO SUCESSO
O nome da banda foi definido em uma competição peculiar que consistia em descobrir quem conseguia sugerir o pior nome possível para uma banda. Assim, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone começaram o Paralamas do Sucesso. “A gente achou tão bizarro que nos causou um ataque de riso federal. Então pensamos: vamos com esse mesmo! A gente nunca imaginou que iríamos nos apresentar, e ter que explicar o nome para alguém”, contam.
ADRIANA CALCANHOTTO
Adriana, tímida ainda com suas canções, conta que seu primeiro álbum, “Enguiço”, de 1990, foi dedicado à Maria Bethânia. Calcanhotto afirma que não existiria como artista se não fosse Bethânia, por isso a homenagem era natural e óbvia. “Aí alguém me ligou um dia e disse: ‘A Maria Bethânia gostaria de saber se a Maria Bethânia para quem você dedica seu disco é ela’. Eu falei: “Mas tem outra?”- risos.
FERNANDA ABREU
Com seu próprio selo musical e estúdio, a cantora apresenta em 2004 o disco na “Na paz”. Na época, Fernanda chegou a cantar na posse do presidente Lula, que ela afirma ter sido um momento muito emocionante da sua carreira.
ZECA BALEIRO
Ao relembrar fatos marcantes da carreira, Zeca revelou que se surpreendeu com “Pet Shop Mundo Cão”, de 2002. “Eu nunca pensei que ela ia ser um megahit porque ela tinha uma certa estranheza.”, relembra o cantor ao falar da música “Telegrama”. Mas apesar do sucesso, o artista pondera “Pouca gente canta direito, porque ela tem uma coisa rítmica da letra ser maior que a melodia.” Além disso, contou que não gostava do apelido de “Baleiro” – que ganhou por alguns colegas por sempre estar carregando balas e chicletes no bolso.
LULU SANTOS
Lulu Santos deixou claro que a socialização pode não ser sempre seu ponto forte – causando até expulsões. “Não é que exatamente eu seja difícil de convivência, embora admitidamente pode até ser. Eu apenas sei o que quero no meu caminho. E, para ser muito franco, do último conjunto que passei, que foi o Vímana, justamente o mesmo grupo onde tinha o Ritchie e Lobão, eu fui expulso do grupo”, conta em meio a risos.
ALCEU VALENÇA
Por um trauma familiar – dois de seus doze irmãos eram músicos e já tinham passado por muito perrengue na vida – seu pai não queria que Alceu fosse artista, então, ele estudou Direito. Mas não durou muito: assim que terminou a faculdade, entregou o diploma na mão de seu Décio Valença, pediu o dinheiro que ele havia gastado com a festa e o anel de formatura e foi seguir seu sonho. Na época, apaixonado por basquete, por causa de um colega de um time adversário, Alceu foi para a França e lá, por meio de contatos que fez com músicos e jornalistas influentes, sua carreira decolou.
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