Saída de investidores do Brasil deve dobrar até o final de 2020, aponta Instituto
Institute of International Finance aponta que saldo entre aplicações e retiradas de não residentes ficará negativo em US$ 24 bilhões (R$ 134 bilhões)
A falta de investidores estrangeiros no Brasil, das aplicações de risco em 2020, deve mais do que dobrar em relação ao registrado em 2019.
Segundo previsões atualizadas do IIF (Institute of International Finance), que reúne 450 bancos e fundos de investimento em 70 países, o saldo entre aplicações e retiradas de não residentes ficará negativo em US$ 24 bilhões (R$ 134 bilhões) entre janeiro e dezembro. Em 2019, saídas somaram US$ 11,1 bilhões (US$ 62 bilhões).
Ainda, segundo informações do IIF, as maiores saídas de capital do Brasil estão concentradas em ações e outros títulos de empresas, cujo saldo somará cerca de US$ 18 bilhões. Em 2019, as retiradas nesses itens foram de apenas US$ 2,7 bilhões.
Os investimentos direcionados ao setor produtivo, geralmente de longo prazo e voltados à ampliação de empresas comerciais e industriais, o Brasil também atrairá bem menos dinheiro neste ano: cerca de US$ 49 bilhões, ante US$ 73 bilhões em 2019.
Somando diferentes tipos de entradas e saídas, o Brasil terá fluxo positivo de dinheiro estrangeiro em 2020 de apenas US$ 11 bilhões, bem abaixo dos US$ 59 bilhões de 2019.
A redução se dá num ano em que os países ricos lançaram pacotes trilionários para injetar liquidez na economia , um dinheiro que, em muitos casos, acaba “vazando” para economias que oferecem boas chances de retorno. Não foi esse o caso do Brasil.
Segundo Martín Castellano, chefe do departamento de pesquisas do IIF para a América Latina, a desvalorização do real em relação ao dólar até tem tornado os ativos brasileiros baratos para investidores.
“No acumulado deste ano, o dólar se valoriza quase 40% frente o real. Em uma situação normal, seria a hora de os estrangeiros comprarem ações e títulos brasileiros, desembolsando menos dólares para adquirir ativos em reais. A situação das contas públicas do Brasil, no entanto, tem desencorajado esse movimento e estimulado os saques”, ressaltou.
Para os investidores, o risco seria comprar o ativo hoje e o real se desvalorizar ainda mais; ou a Bolsa embicar para baixo em um eventual quadro de desarranjo macroeconômico provocado pelo alto endividamento do setor público.
“A fragilidade fiscal continua sendo o calcanhar de Aquiles do Brasil. Ao contrário de outros países na região, o mecanismo de controle do gasto público brasileiro ainda é muito novo e está para ser testado”, diz Castellano, referindo-se ao teto de gastos, que limita a correção das despesas públicas à inflação de 12 meses anteriores.
Embora a reação de governo e do Congresso Nacional tenha sido efetiva para conter uma queda acentuada da atividade, medidas como o auxílio emergencial pago a mais de 60 milhões de brasileiros levaram a uma explosão do déficit estatal e ao rápido aumento da dívida pública.
“Embora haja alguns sinais de que as despesas maiores foram transitórias, há dúvidas sobre se o Brasil manterá os gastos elevados de forma mais permanente ou não. Se haverá ou não uma deterioração maior das contas públicas”, diz Castellano.
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