Presidente do sindicato das autoescolas diz que setor vai enfrentar desafios na retomada
Wellington Oliveira reclamou que a Prefeitura de Salvador ainda não liberou retorno das operações na capital baiana
Com mais de 400 filiados na Bahia, sendo 64 em Salvador, as autoescolas ficaram pouco mais de quatro meses fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus, resultado em uma queda de 100% da arrecadação neste período. O setor, que gera mais de 10 mil empregos em todo o estado e atende a cerca de 37 mil alunos, agora se vê às portas de retomar as atividades, ainda com restrições, mas com muitos desafios a serem enfrentados.
“Nossa expectativa é muito grande, principalmente após termos ficado cinco meses sem trabalhar. Tudo vai ser em um formato diferente, respeitando todos os protocolos de segurança e saúde. Os prejuízos foram enormes. Nossa grande preocupação é a de que as autoescolas, nesse início, não consigam dar andamento, porque não tivemos nenhum tipo de ajuda nessa questão do Pronampe (…) buscamos também o Desenbahia, mas é muito burocrática essa questão de você conseguir uma linha de crédito para as micro e pequenas empresas”, disse o presidente do Sindicato das Autoescolas da Bahia (Sindauto Bahia), Wellington Oliveira.
Outro temor do dirigente é com relação ao desemprego no segmento, assim como a possibilidade de algumas das autoescolas não retomarem mais as aulas por conta do impacto causado pela crise do novo coronavírus.
“A ameaça sempre existe. Se as receitas caem, você tem que enxugar. O negócio da autoescola é: se você fechar, não tem faturamento. Foram quase cinco meses de faturamento zero e sem ajuda ou auxílio financeiro da parte pública. O único alívio que tivemos, nesse período, foi a possibilidade de suspender os contratos, mas que acaba agora”, afirmou.
Nesse retorno, segundo ele, as autoescolas adotaram algumas medidas para garantir a segurança de alunos e funcionários. Entre as ações, previstas em um protocolo do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA), estão o uso obrigatório de máscaras, disponibilização de álcool em gel 70%, higienização dos veículos entre aulas e das dependência da autoescolas, proibição do uso compartilhado do capacete em aulas e exames de moto e adoção de distanciamento social mínimo de 1,5 metro nas áreas de atendimento da escola e áreas de exames.
Conflito com a Prefeitura
Porém, além dos problemas a serem enfrentados, Wellington Oliveira disse que a Prefeitura de Salvador vem dificultando a retomada das aulas na capital baiana, enquanto outros municípios já puderam, desde ontem, voltar a funcionar.
“Fomos impedidos, em Salvador, de retomar as atividades ontem porque a Prefeitura nos coloca junto as outras unidades de ensino, mesmo com as autoescolas tendo um outro formato. Nós encaminhamos diversos ofícios para a Sedur, tentamos conversas com o secretário [Sérgio] Guanabara, mas não conseguimos. O máximo que conseguimos foi uma reunião com Bruno Reis [vice-prefeito]. Nenhuma recepção das 64 autoescolas de Salvador, por exemplo, tem mais de 100 metros quadrados, e não junta pessoas”, afirmou.
“O grande gargalo que houve, quanto tivemos uma reunião com o comitê de crise, eram as aulas teóricas presenciais. Mas, depois de uma publicação do Detran Bahia, que regulamentou as aulas teóricas podendo ser por teleaulas, isso foi resolvido. Quanto as aulas práticas, também por conta de uma portaria, os veículos não poderia contar com os acompanhantes, apenas o aluno e o instrutor e adotando todos os protocolos de segurança e saúde. Se fizermos uma comparação com um táxi ou Uber, por exemplo, o risco nosso é menor. A gente não entendeu o porque de a Prefeitura de Salvador criou essa dificuldade da retomada das autoescolas e nos colocou junto as outras instituições de ensino”, queixou-se Oliveira, acrescentando que novamente protocolou, junto à Sedur, um ofício pedindo uma reunião. “Queremos ser ouvidos para que possamos manter o diálogo e destravar essa situação em Salvador”, desejou.
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