“A chegada de Kannário ao PSB me deixa com radar ligado”, diz Marta Rodrigues
A vereadora afirmou que a base de Jerônimo Rodrigues precisa de companheiros e vereadores que reforcem o combate à violência contra a mulher
Após a deputada federal Fabíola Mansur (PSB) e o vereador Silvio Humberto (PSB) criticarem a chegada de Igor Kannário para o Partido Socialista Brasileiro na Bahia (PSB), a vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT) também demonstrou um certo desconforto com a filiação do cantor e ex-deputado federal para a base eleitoral do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A parlamentar afirmou que Kannário possui um potencial de mobilizar muitas pessoas, entretanto as ideias que são passadas em suas canções transmitem outro tipo de mensagem.
“A questão de Kannário são as letras das músicas. Quando ele foi vereador comigo, eu conversava muito com ele. Tem aquele projeto de antibaixaria para não continuar, cada vez mais, trazendo essa questão da violência contra a mulher. Ele é uma pessoa que tem um potencial que arrasta muita gente, mobiliza. Então, tem que passar uma outra mensagem. Se fosse no PT, pelo PT, eu posso responder. A gente ia ter que conversar com o Movimento de Mulheres porque não dá pra tratar de um tema tão relevante, e a gente tem visto como tem aumentado os casos sem fazermos um debate”, declarou Marta ao Portal M!, na manhã desta quarta-feira (17), durante a autorização da segunda etapa das obras de requalificação da Feira de São Joaquim.
“Então, o histórico que ele traz me deixa também assim um pouco com o radar ligado. Para a gente poder saber, porque cada vez mais precisamos que a gente aumente a bancada de esquerda, mas uma bancada que tenha essa dimensão e compreensão do momento que nós estamos vivendo: o feminicídio aumentando e violência contra a mulher. Precisamos de companheiros e vereadores na Casa que venham também dentro desse mesmo debate”, completou a vereadora.
Questionada sobre as polêmicas do Igor Kannário envolvendo as ações da Polícia Militar na Bahia, Marta Rodrigues disse que as atitudes do cantor não contribuem de forma positiva para a formalização de um projeto de cidade.
“Ele já tem esse histórico também e não é de agora. Foi em Feira de Santana, em uma micareta mais atrás, é no Carnaval… Então, quando a gente vem para um partido, a gente tem que buscar a identidade. A gente tem que pensar o que eu estou contruindo no dia a dia, como é que eu vejo a polícia. Precisamos fazer a crítica, é necessário. Mas quando a gente aborda também dessa forma de revidar a violência, nós estamos contribuindo pra quê? É só pra gente mostrar e medir forças? Não se constrói um projeto de cidade e de nação dessa forma. Temos toda essa caminhada dele, e nós já colocamos isso quando nos reunimos com o Ministério Público e Defensoria, com a Comissão da Mulher da Câmara.”
A vereadora do PT ressaltou que já foi procurada na Câmara por colegas do PSB para dialogar sobre a situação após a vinda do cantor para a legenda.
“Não sei como se deu a conversa dentro do PSB, mas eu espero que tenha sido construído dentro dessa base. Conversei um pouco com o meu colega Silvio na Câmara, e algumas companheiras também do PSB que me procuraram também nesse mesmo sentido. É uma situação de dificuldade que a gente vê, já vimos com o governo federal anterior quanto nós perdemos de políticas públicas, que nós já tínhamos avançado para o enfrentamento da violência contra a mulher, com a questão policial e perdemos muito isso. Agora estamos retomando, é um momento de reconstrução e precisamos de pessoas que esteja dentro desse próposito com a gente.”
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