“O governador é o grande fiador da campanha de Geraldo em Salvador”, diz Geddel Vieira Lima
Ao Portal M!, Geddel afirmou que não deverá participar da campanha em Salvador
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) afirmou, nesta quarta-feira (28), que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) é o “grande fiador” da campanha do vice-governador e pré-candidato a prefeito de Salvador, Geraldo Júnior (MDB).
Geddel afirmou que não deverá participar da campanha em Salvador, e disse que estará mais focado nas eleições no interior da Bahia. A atuação focada do MDB no interior e a intenção de Jerônimo em fortalecer Geraldo já havia sido antecipado pelo Portal M!, conforme publicado na Coluna Vixe! de hoje.
“O governador é o grande fiador da campanha. Portanto, eu acho que ele já representou o MDB e não tem porquê o partido como um todo buscar espaço na campanha dele, não ajudaria, eu acho. Ele já é um representante partidário e eu vou me solidificar mais e lutar mais nas campanhas do interior que demandam mais articulação, mais estrutura, mais apoio do que aqui em Salvador, onde a aliança é muito forte por si só”, contou Geddel.
Apesar disso, o ex-ministro enfatizou que estará a postos para dar opiniões caso seja consultado. Ele também lembrou que a campanha de Geraldo em Salvador terá os apoios do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
“O partido vai estar ao lado de Geraldo. Eu pessoalmente não tenho participação na campanha, nunca tive força em Salvador, voto em Salvador, o que eu puder dar de opinião, mas Geraldo conhece a cidade, vai montar a equipe dele, o partido deu total liberdade para que ele monte a equipe e o meu papel, papel do Lúcio, do presidente Fufuca vai ser, quando consultado, se for consultado, dar alguma opinião, alguma função. Mas, diretamente, não vamos participar da campanha em Salvador, vamos mais pro interior. Só lhe ficar interior, até porque aqui ele está tendo e vai ter o integral apoio do PT, PCdoB, partidos que tem uma tradição e uma militância já consolidada em Salvador”.
Outro assunto comentado pelo ex-ministro foi a aprovação do atual prefeito Bruno Reis (União Brasil). Na avaliação de Geddel, a gestão de Bruno possui “qualidades e defeitos muito grandes”, e enfatizou que a cidade segue apresentando “desigualdades muito fortes”. Ele também chamou atenção para a relação das candidaturas com o governo estadual e federal.
“Eu acho que é uma incoerência brutal, e vocês, jornalistas e articulistas, e que comentam a política, têm um dever de furar esse tumor e perguntar. Porque eu vejo toda hora notícias nos jornais dadas de que o União Brasil vai pressionar Lula para não participar aqui da eleição em Salvador, que não quer intervenção, não quer nacionalizar a campanha. Finalmente, Bruno Reis, politicamente, é contra ou a favor do governo Lula? Quem é o parceiro dele para abrir porta no governo federal? É o União Brasil que vive nas franjas do poder, beliscando migalhas na Codevasf e companhia, mas sem nenhum acesso real ao núcleo de poder federal? Quem é que vai levar Bruno Reis às portas do Palácio de Ondina para fazer parcerias, dividir custos de obras?”, indagou.
Como exemplo, o ex-ministro citou a construção de uma passarela que liga Mussurunga ao Bairro da Paz, que está sendo feita pelo Governo do Estado. “Que ganho não teria para a cidade, um prefeito que entrasse sem bater na porta do governador para dizer: espera aí, vamos dividir isso aqui, vamos dividir custos, vamos fazer projetos comuns. Eu acho que vai chegar um momento que as pessoas vão decidir se é por simpatia ou é por pragmatismo. Uma eleição de prefeito, tem que ser aquela que se decida o que é melhor para as pessoas, quem tapa realmente os buracos, quem faz a obra estruturante, quem é que faz isso e aquilo. Qual foi a obra efetivamente estruturante que o governo municipal fez em Salvador?”, questionou.
Por fim, Geddel até reconheceu a realização de uma obra importante, apesar de ter apontado que seu “conceito” está “equivocado”, que é o BRT. Ele também afirmou que os recursos iniciais para a obra vieram através dele, quando era ministro. “Veio de mim, quando era ministro, tirei um recurso que ia ao Pará, o que me custou uma briga com o Jader Barbalho, para viabilizar o início dessa obra. Sem o governo federal, sem a Caixa Econômica, ela não teria saído. Isso é o que eu estou dizendo, se eu não fosse ministro, ele não teria o acesso para fazer isso”.
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