“Não carregamos nenhum ânimo de revanche, mas quem errou responderá”, afirmou Lula no discurso de posse
Presidente também reiterou que vai revogar decretos sobre armas
Em discurso após ser empossado pelo Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem citar adversários como o agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que governará sem sentimento de revanche, mas garantirá a aplicação da lei a quem cometeu erros contra a Nação.
“Não carregamos nenhum ânimo de revanche contra os que tentaram subjugar a Nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da lei. Quem errou responderá por seus erros, com direito amplo de defesa, dentro do devido processo legal. O mandato que recebemos, frente a adversários inspirados no fascismo, será defendido com os poderes que a Constituição confere à democracia”, declarou.
O presidente relembrou os mortos pela pandemia de Covid-19 no Brasil, classificando a situação como um “genocídio” e disse que as responsabilidades “hão de ser apuradas e não devem ficar impunes”.
Com elogios à competência do Sistema Único de Saúde (SUS), o petista destacou que houve um “paradoxo” durante a pandemia, que pode ser explicado pela condução do Governo Federal no período.
“Em nenhum outro país a quantidade de vítimas fatais foi tão alta proporcionalmente à população quanto no Brasil, um dos países mais preparados para enfrentar emergências sanitárias, graças à competência do nosso Sistema Único de Saúde. Este paradoxo só se explica pela atitude criminosa de um governo negacionista, obscurantista e insensível à vida. As responsabilidades por este genocídio hão de ser apuradas e não devem ficar impunes”. afirmou.
Ao longo de dois anos de pandemia, 694 mil brasileiros morreram durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Em seu governo, o petista afirmou que usará a Constituição para responder aos ataques de adversários inspirados no fascismo. “Ao ódio, responderemos com amor. À mentira, com verdade. Ao terror e à violência, responderemos com a lei e suas mais duras consequências”, emendou.
O presidente disse ainda que recursos do Estado foram usados para favorecer projeto autoritário. “Nunca recursos do Estado foram tão desvirtuados em nome de um projeto autoritário”, disse o petista.
Segundo Lula, que elogiou a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a democracia superou as “mais violentas ameaças à liberdade de voto”.
“Nunca os eleitores foram tão constrangidos pelo poder econômico. A decisão das urnas prevaleceu graças ao sistema eleitoral, foi fundamental a atitude corajosa do poder judiciário em especial do TSE, para fazer prevalecer a verdade das urnas sobre a violência de seus detratores”, afirmou o presidente, para quem, “apesar de tudo”, a decisão das urnas prevaleceu.
Lula afirmou ainda que, a partir de hoje, assinará medidas para organizar o funcionamento do Executivo. Ele voltou a dizer que se reunirá com governadores para discutir a retomada de obras e que reconstruirá o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Minha Casa Minha Vida. O presidente também destacou que os bancos públicos, o BNDES e a Petrobras terão papel fundamental em seu mandato.
Adeus às armas
Lula reforçou que irá revogar os decretos editados pelo ex-presidente Bolsonaro que ampliaram o acesso a armas e munições pela população brasileira, “que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras. O Brasil não quer mais armas, quer paz e segurança para seu povo”, discursou.
Lula disse também que todos no país poderão exercer “livremente” sua religiosidade. “Sob a proteção de Deus, inauguro este mandato reafirmando que no Brasil a fé pode estar presente em todas as moradas, nos diversos templos, igrejas e cultos”, afirmou.
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