Kleber Rosa diz que apoio do PSOL a Lula foi “acertado” e que na Bahia o PT esvaziou o programa da esquerda
Candidato ao governo da Bahia também destacou o crescimento significativo da sua campanha
Último candidato a participar da sabatina com os postulantes ao Palácio de Ondina, Kleber Rosa (PSOL) afirmou, nesta segunda-feira (5), em entrevista ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no programa Nova Manhã da rádio Nova Brasil FM, que a decisão do partido de apoiar o candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, foi acertada.
De acordo com Rosa, embora não tenha sido um apoio unânime dentro do partido, houve uma compreensão de que o apoio foi acertado. Segundo ele, isso ocorreu diante da “urgência” do combate ao bolsonarismo.
“O PSOL, pela primeira vez, abriu mão da sua candidatura à presidência para apoiar outra candidatura, e isso está relacionado a urgência, que é o enfrentamento ao bolsonarismo, ao autoritarismo, as tentativas de ruptura de Jair Bolsonaro (PL), seu flerte com um regime autoritário, além da economia que empobreceu nossa população, encareceu a gasolina, a comida, o gás e trouxe o Brasil de volta ao mapa da fome”, apontou.
Diante deste cenário, o candidato do PSOL afirmou que não tinha dúvidas de que Lula era quem reunia as “melhores condições de derrotar Bolsonaro”.
Já em âmbito estadual, ao ser perguntado sobre uma eventual “fadiga” do atual governo Rui Costa (PT) e dos demais governos encabeçados pelo partido no estado, Rosa afirmou que não existe um “cansaço”, mas sim, que houve um esvaziamento do programa desenvolvido pelo PT na Bahia.
“Não acho que existe cansaço quando o governo está dando respostas positivas ao povo, não existe fadiga quando está cumprindo bem a sua função social. Avaliamos que houve um esvaziamento do programa, que deveria ter sido desenvolvido pelo governo do PT na Bahia, que se afastou daquilo que preconizamos como elementos fundamentais e inegociáveis em defesa da população, como a permanência da garantia de direitos, a ampliação de direitos dos trabalhadores e da população em geral”, observou.
Segundo ele, o governo petista deveria ter como norte, um programa que possibilite a inclusão social, o acesso das pessoas à moradias, enfrentamento à fome, ao analfabetismo e acesso à terra.
“Então, o governo se deslocou dessas bandeiras, se aproximou de setores conservadores da política baiana, inclusive setores ligados a oligarquia carlista, a exemplo de Otto Alencar (PSD), João Leão (PP). A gente vê o retorno de João Leão ao novo representante carlista, que é Neto (UB). A nossa avaliação é que o PT esvaziou um programa da esquerda, e isso justifica estarmos apresentando uma alternativa que, de fato, represente esses anseios populares, dos movimentos sociais, dos movimentos sindicais”, ressaltou.
Crescimento
Durante a sabatina, Rosa também destacou o crescimento significativo da sua campanha. De acordo com o candidato, a participação no debate realizado pela Band Bahia em 7 de agosto, foi um marco em sua campanha e fez com que sua candidatura fosse “diferenciada das demais”.
“As pessoas avaliaram que a gente conseguiu cumprir bem a nossa tarefa no debate, que foi nos diferenciar das outras candidaturas, fazer a crítica correta e contundente ao bolsonarismo, que é o centro da nossa ação nesse processo eleitoral, além de pontuar as críticas ao atual governo da Bahia, representado por Rui Costa, mas se posicionando pela esquerda, entendendo que o que a gente precisa é aprofundar a inclusão social, um projeto que seja de garantia de direitos dos trabalhadores e do povo. Então, a repercussão foi boa, agitou a militância, as pessoas foram para rua e tenho sido, digamos, reconhecido nos outros espaços e tido adesão à campanha. Avaliamos que houve crescimento”, destacou.
Confira a entevista na íntegra:
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