“A imprensa errou ao chamar os 28 anos de atuação de Bolsonaro, enquanto deputado, de excêntrico”, avalia presidente da ABI
Ernesto Marques falou também sobre violência e aumento de armas compradas
A classe jornalística tem sido alvo de constantes ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL), desde que assumiu a gestão nacional, em 1º de janeiro de 2019. Dados de uma análise feita pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), apontou que o presidente do Brasil e seus filhos políticos usaram o Twitter para atacar a imprensa, pelo menos 801 vezes, entre 1º de janeiro de 2021 e 5 de maio de 2022.
Ainda segundo o levantamento, a cada 14 horas era emitido um ataque a veículos, jornalistas ou a atividade da imprensa no Brasil. Sobre a questão, o presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI), Ernesto Dantas Araújo Marques, explicou durante entrevista ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no programa Nova Manhã, na rádio Nova Brasil FM, desta quarta-feira (13),que a diretriz da instituição é promover a defesa coletiva dos profissionais da área.
Na avaliação de Ernesto, a imprensa errou ao chamar os 28 anos de atuação de Bolsonaro, enquanto deputado, de excêntrico. “Erramos quando passamos o pano na cabeça deste, que hoje senta na cadeira de presidente da República, legitimado pelo voto, dito de passagem, quando chamamos esse senhor de excêntrico pelas posições que ele defendeu ao longo de seus 28 anos de parlamentar. Não tem nada de excêntrico, mas de facismo, de violência, racismo, homofobia e misoginia”, criticou o presidente da ABI.
Em maio, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Octávio Costa, defendeu o voto ao ex-presidente Lula (PT), que se lançou candidato, outra vez, ao Palácio do Planalto. Para Ernesto, a manobra foi ousada, mas na sua visão, caso a ABI fosse tomar algum posicionamento,seria para alertar à população a não reeleger Bolsonaro (PL).
“Foi extremamente ousada, eu não seria tanto, mas eu não tenho dúvidas de que se a gente fosse tomar uma posição, não seria para apoiar um candidato, mas pedir às pessoas que, em defesa do Brasil, da democracia, das liberdades, de tudo que a democracia já proporcionou ao povo brasileiro, como o avanço civilizatório, e nisso eu destaco o SUS como a mais importante conquista democrática,entre tantas outras, eu fico a vontade para dizer: ‘que elas não votem no meu candidato, mas também não renovem o mandato que prega o ódio, que dividiu famílias, que acabou com amizades, que aparta as pessoas, que prega e estimula a violência o tempo inteiro”, pontuou.
Armas
Com relação a violência que assola o país, o jornalista também avaliou que desde o início da gestão do governo Bolsonaro, houve um aumento de 500 mil novas armas compradas legalmente no país: “Estamos sentados em um barril de pólvora”, disse.
Com a menção de arma nas mãos, gesto que se tornou símbolo no governo Bolsonaro, Ernesto endureceu as críticas ao falar que a referência não reverencia uma luta política, mas a violência de uma gestão que proporcionou o aumento de 474% do número de pessoas com certificado de registro de armas de fogo, os dados são do Anuário de Segurança Pública, com base em informações do Exército, que levam em consideração registros para atividades de caçador, atirador desportivo e colecionar (CAC).
“Isso aqui não pode ser símbolo de luta política, de jeito nenhum. É muito mais cabível usar dois dedos na mão para pedir paz e amor, não para pedir violência, não para disseminar armas”, endossou Ernesto.
Confira entrevista:
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