Dois em cada três brasileiros usam FGTS e 13º do INSS para pagar dívidas e poupar

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que atitude foi tomada por 66,9% dos beneficiários 


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Bruno Brito 03/07/2022 21:00 Negócios

O dinheiro extra do INSS e do FGTS não vai movimentar tanto a economia como se imaginava. Dos brasileiros com direito à antecipação do 13° salário nos benefícios previdenciários ou ao saque extraordinário de R$ 1 mil do Fundo de Garantia, 66,9% usaram ou usarão o dinheiro para pagar dívidas ou poupar.

Os dados são de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ouviu 1.500 pessoas entre os dias 2 e 21 de maio. Do total de entrevistados no levantamento, 53,2% informaram ter direito a um dos benefícios.

As duas medidas foram adotadas pelo Governo Federal para tentar impulsionar a economia. No entanto, os números mostram que o impacto delas pode ser limitado, visto que apenas 18% disseram que usarão o dinheiro para consumo de bens como eletrodomésticos, supermercados e roupas, enquanto 6,6% usarão para consumo de serviços como restaurantes, médicos e viagens, por exemplo. Entre os entrevistados, 8,5% declararam “outros” gastos.

A maior fatia dos entrevistados (43,1%) é composta porq aqueles que vão guardar o dinheiro. Em seguida, os que pretendem pagar dívidas (23,8%). Juntos, os dois grupos alcançam 66,9%.

Para Viviane Seda, coordenadora de sondagens da FGV e responsável pelo levantamento,  os números mostram que o objetivo do Governo Federal de aquecer a economia através dos recursos será menor do que o previsto.

“Era de se esperar que esses recursos fossem inseridos dentro do consumo de bens para estimular a atividade econômica. Claro que quitar dívidas faz você abrir espaço no orçamento para que depois as compras sejam efetuadas. Mas o que a gente vê é uma preocupação de pessoas de mais baixa renda com o pagamento de dívidas acumuladas, sobretudo por causa do segundo ano da pandemia”, avaliou.

Segundo ela, a inflação, que passa de 12% em 12 meses, o endividamento e as incertezas políticas no país, em um ano de eleição, são os fatores responsáveis pela definição quanto à finalidade dos recursos.

 

Inadimplência cresce

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (CNC), a proporção de famílias brasileiras endividadas caiu na passagem de abril para maio, mas a inadimplência aumentou.

Em maio, 77,4% das famílias relataram ter dívidas a vencer, queda de 0,3 ponto porcentual em relação a abril. Na comparação com maio de 2021, houve um salto de 9,8 pontos porcentuais.

A inadimplência, medida pela proporção de famílias que relataram ter dívidas em atraso, ficou em 28,7% do total de entrevistados, alta de 0,1 ponto ante abril.

Já a proporção de entrevistados que informou que não terão condições de pagar as dívidas em atraso, um sinal de permanência na inadimplência, ficou em 10,8%, 0,1 ponto abaixo do registrado em abril.

 

Dívidas priorizadas

Ainda de acordo com os dados da FGV, o uso do dinheiro para pagar dívidas é maior entre os entrevistados que ganham até R$ 2.100. Eles somam 42,3% das pessoas que confirmaram acesso aos recursos. Nessa faixa de salário, 28,6% afirmaram que pouparão o dinheiro.

Quando analisados os percentuais de pessoas preocupadas em guardar o dinheiro, observa-se que a maior parte delas têm ganhos mensais superiores.

Na pesquisa, entre aqueles que ganham entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600, 37,6% pretendem guardar o que receber. Já dentre aqueles que ganham mais de R$ 9.600,01, o percentual de poupadores aumenta para 51,4%.

“Para aqueles que têm uma folga no orçamento, a intenção de guardar e poupar acontece também incentivada pela taxa de juros que favorece essa poupança. Vale a pena mesmo para a alta renda investir em outros tipos de ativos mais rentáveis”, disse Seda.

 

* Com informações do Portal UOL

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