“A gente não pode parar a Lei Rouanet”, declara Targino Gondim

Forrozeiro falou sobre a polêmica gerada pela CPI do Sertanejo, que levou mais de 35 cidades brasileiras a serem investigadas por promover shows com cachês milionários


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redacao 20/06/2022 20:06 Cultura

A polêmica gerada pela CPI do Sertanejo, que levou mais de 35 cidades brasileiras a serem investigadas por promover shows, festas ou festivais com artistas nacionais com cachês milionários deu no que falar. A suspeita é que eventos estejam sendo pagos por meio da Lei Rouanet.

Para o forrozeiro Targino Gondim, a lei deveria ser reformulada, mas não freada. “Há excessos. Eu acho que a Lei Rouanet tinha que ser reformulada, tinha que ter uma repaginada, dar uma organizada, sim, mas a gente não pode frear, a gente não pode parar. Ela tem que servir ao nosso povo. Para mim, você tem que ter uma seleção, tem que ser uma história mais séria. Não se pode ficar brincando com dinheiro que vem através da Lei Rouanet”, disse durante entrevista com o colunista de A Tarde e editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra.

A Lei 8.313, sancionada em 1991, que ganhou o nome de ‘Lei Rouanet’, tem um simples mecanismo para fomentar a cultura em vários níveis e facilitar a consolidação de patrocínios. Neste caso, a lei se baseia no incentivo fiscal, ou seja, autoriza produtores a buscarem investimento privado para financiar iniciativas culturais. Em troca, as empresas podem abater parcela do valor investido no Imposto de Renda.

Por sua versatilidade, a aplicação consiste na elaboração de produtos culturais que podem ir desde a criação de CDs, DVDs, cachês e até turnês. No caso das prefeituras, a princípio, as contratações não são ilegais, mas tem gerado uma discussão em torno dos cachês como o de R$ 1,2 milhão, em Conceição do Mato Dentro, no interior de Minas Gerais.

“A gente sabe que as grandes marcas, as grandes empresas querem investir o dinheiro ali, querem direcionar para um lugar que dá mais retorno a elas. Mas isso tem que mudar. Eles têm que entender que a arte é um bem ao ser humano que tem que vir antes de tudo. E os nossos artistas, os grandes e os pequenos, principalmente, estão aí. Estão à mercê, estão desesperançosos, não têm espaço”, disse.

“A arte virou um grande mercado, principalmente na música, onde quem tem dinheiro consegue fazer com que a música por obrigação que o Governo fizesse com que a Lei Rouanet funcionasse para… Essa distribuição da arte que eu considero uma arte saudável que ela consiga surgir com força até se profissionalizar”, acrescentou.

Classe artística sempre em segundo plano

O forrozeiro entende que a classe artística vem sempre em segundo plano no Brasil. Ele pontuou que a “arte faz parte da educação”. “A arte salva vidas. A arte transforma o ser humano, transforma os jovens, transforma pessoas em cidadãos completos, eles começam a absorver conhecimento e assim se situar no mundo, definir o que realmente querem na vida deles, seja na música, seja no teatro, seja na dança, ou seja em qualquer outro tipo de produção, e esquece-se disso. A cultura não é brincadeira”, disse.

“A gente anima a vida das pessoas, a gente alegra, mas nós não somos “palhaços”, não estamos brincando nem com a nossa vida e nem com a dos outros. Então, tem que se olhar mais para isso, principalmente para o tipo de arte que leva saúde intelectual aos nossos jovens. Isso não tem acontecido. Eu já sinto essa falta há muito tempo. É isso que me deixa inquieto mais uma vez. Não só de artista, eu já pulei para o lado do entretenimento, já comecei a realizar os meus festivai”, emendou.

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