Câmara de Salvador realiza sessão especial em memória a morte da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes
“Nós aqui na Câmara de Salvador não podíamos deixar de participar das homenagens que acontecem em todo o Brasil, pelo chamado de justiça de Marielle Franco”, disse Maria Mariguella
Em data que completa quatro anos do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em emboscada no centro do Rio, nesta segunda-feira (14), a Câmara Municipal dos Vereadores de Salvador, realizou nesta manhã uma sessão especial em memória as duas vítimas.
A proposição da sessão que foi realizada no Plenário Cosme de Farias, é da vereadora Maria Marighella (PT) em parceira com as Pretas Por Salvador (PSOL). O ato integra as manifestações que acontecem em todo o país.
“Nós aqui na Câmara de Salvador não podíamos deixar de participar das homenagens que acontecem em todo o Brasil, pelo chamado de justiça de Marielle Franco e Anderson Gomes. Sabemos que esse é um crime de violência de gênero, violência política, mas que é um golpe na democracia brasileira. Em 2018, um mulher eleita, por fazer perguntas que o Brasil não respondeu ainda hoje foi barbaramente assassinada. Nós hoje aqui nos levantamos em uma rede para perguntar que mandou matar Marielle e o estado brasileiro se torna responsável na medida em que não responde a população sobre esse crime”, afirma a vereadora petista.
Maria Marighella lembra que no dia do assassinato, em 14 de março de 2018, a vereador carioca acabava uma atividade na Casa das Pretas no Rio de janeiro e ia pegar um avião para vir a Salvador, para se juntar ao Fórum Social Mundial. “Estávamos reunidos esperando por ela, quando soubemos desse crime e assassinado brutal”, completa.
De acordo com as vereadoras do mandato Pretas Por Salvador, o debate da sessão é mais um pedido de resposta e justiça. “É um dia que a gente faz memória de Marielle fazendo luta. A pergunta agora não é só quem mandou matar Marielle, é: quem mandou o vizinho de Bolsonaro matar Marielle. Essa é a pergunta que precisa ecoar em todo o Brasil, para que a gente, cada vez mais tenha certeza de como a gente deve se posicionar contra essa política genocida”, disse Laina da Pretas por Salvador.
Na sessão, marcaram presença a irmã de Marielle, Anielle franco -que participou virtualmente através de um vídeo -, o deputado Hilton Coelho (PSOL) e a socióloga Vilma Reis.
“Nós estamos aqui hoje em homenagem a Marielle Franco. O assassinato de Marielle foi tratado e nós entendemos assim, como uma das primeiras encomendas do fascismo. Com o Rio de janeiro ocupado pelas forças militares e eles fizeram essa encomenda do fascismo. Depois o país seguiu fazendo encomendas do fascismo”, disse Vilma Reis.
Vergonha mundial
A presidenta da Comissão de Direitos Humanos e de Defesa da Democracia Makota Valdina, a vereadora Marta Rodrigues (PT) disse que os quatro anos sem uma resposta sobre o assassinato da vereadora Marielle e de seu motorista Anderson Gomes, é uma vergonha mundial, uma evidência do machismo, e mais um motivo para a união de todos que almejam justiça social, um governo focado no desenvolvimento social e no fim do machismo, da misoginia e do feminicídio no Brasil.
“Precisamos refletir. É esse opais que queremos? De um governo machista, que faz pouco caso da morte de uma parlamentar negra, que faz pouco caso de uma pandemia, pouco caso do povo. São quatro anos sem total respostas sobre os mandantes do crime de Marielle que chocou o mundo”, disse. “Marielle hoje é mais do que uma vereadora que foi vítima da violência política e do machismo, ela é um nome de esperança, que traz força, que levanta questionamentos por um país melhor”, declarou.
Segundo Marta Rodrigues, está evidente que há uma falta de interesse em descobrir quem mandou matar a parlamentar por diversos motivos, a começar o pelo que se pode desencadear dentro da política brasileira.
“E isto nos mostra o tanto do machismo com o qual vivenciamos. Não é só uma questão política. É machista. Se fosse um homem, teria a mesma demora? Em quatro anos foram cinco delegados da Polícia Civil e ao menos dez promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro. Até hoje nenhum conseguiu responder à pergunta repetida em protestos: quem mandou matar Marielle Franco?”, destacou.
Crime
Os ex-policiais militares Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no crime, foram presos em março de 2019 e se tornaram réus pelo homicídio de Marielle.
Desde então, as autoridades tentam identificar possíveis mandantes do assassinato. Ao jornal Folha de S. Paulo, a viúva de Marielle, Mônica Benício, diz que o crime foi, infelizmente, muito bem executado, mas pondera que “não há crime perfeito” e questiona se há, de fato, interferências externas sobre a investigação.
“É inaceitável chegar a quatro anos sem resposta. Ou há uma incompetência, uma inabilidade muito grande dos órgãos envolvidos, ou a gente pode acreditar que existe uma força maior por trás disso tudo que impede que o caso seja elucidado. Aí a pergunta seria: a quem interessa que o caso Marielle não seja esclarecido?”, afirma.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, manifestantes ocuparam a escadaria da Câmara Municipal, na Cinelândia, na manhã desta segunda, em protesto por Justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes. Familiares e ativistas cobram a identificação dos mandantes da emboscada que matou a vereadora do PSOL e o motorista.
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