Infectologistas alertam que pessoas de grupos de risco devem manter o uso da máscara após flexibilização
Na Bahia, item de segurança continua obrigatório tanto em locais abertos quanto fechados
O assunto mais quente da semana quando se fala em pandemia de Covid-19 é a obrigatoriedade do uso de máscaras neste momento, quando o Brasil atinge altos índices de imunização e redução significativa de casos após a onda gerada pela variante Ômicron.
São Paulo e várias capitais capitais no Brasil aboliram a obrigatoriedade das máscaras em locais abertos, enquanto Rio de Janeiro e Natal (RN) simplesmente extinguiram o protocolo.
Na Bahia, o governador Rui Costa (PT) flexibilizou o público permitido nos eventos sociais, de lazer e esportivos. Agora, 10 mil pessoas podem acessar um evento ou até atingir 50% da capacidade do espaço. O petista, porém, manteve a obrigatoriedade da máscara em todos os ambientes e disse que o tema só será discutido em abril.
A doutora Miralba Freire, presidente da Sociedade Baiana de Infectologia, conversou com o Portal M! sobre o assunto. De acordo com a infectologista, mesmo que a obrigatoriedade do uso de máscaras seja descartada no estado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, por meio de notas técnicas, que as pessoas deverão utilizar o item de segurança tanto durante os voos quanto em ambientes de saúde, como hospitais.
“Nos serviços de saúde permanecem a indicação da máscara e também em voos. Em locais abertos vai ser decidido regionalmente”, lembrou Miralba Freire.
Segundo a médica, “a tendência é que, com o controle e queda de casos, a gente vá tendo uma liberação gradual. Cada região deve ver a sua realidade epidemiológica e índice de vacinação para decidir”, explicou.
A infectologista alerta que, quando o uso deixar de ser obrigatório na Bahia, pessoas com comorbidades e pacientes imunossuprimidos devem seguir com a utilização. “Aí, as condutas serão mais conservadoras e cautelosas”, disse. Quem mora com pessoas do grupo de risco também deverá usar o item. 
Miralba Freire, presidente da Sociedade Baiana de Infectologia. Crédito: Divulgação
O infectologista Claudilson Bastos concorda: “Para essas pessoas é importante que a gente tenha uma cautela maior, uma situação de melhor controle”. Para que o uso deixe de ser obrigatório como no Rio de Janeiro, segundo ele, é necessário que haja uma “imunidade coletiva”, com “mais de 80% das pessoas completamente vacinadas”.
O médico alerta, no entanto, que essa imunidade coletiva ainda não foi alcançada. “Ainda temos que ser prudentes. Não é para retirar as máscaras de forma indiscriminada. O uso é necessário porque, primeiramente, as vacinas não chegaram aos 80% da imunidade coletiva que a gente almeja. As crianças não foram plenamente vacinadas”, lembrou.
Claudilson considera “que, ao ar livre, pode ser ponderado de forma segura, mas em ambientes fechados é temerário”, garantiu.

Infectologista Claudilson Bastos. Crédito: Divulgação
Imunossuprimidos devem usar a máscara
A infectologista Giovanna Orrico reforça que os imunossuprimidos “devem, sim, manter o uso de máscaras porque o vírus ainda circula”, disse.
“Eles têm um risco maior para complicações e óbitos. Inclusive, pessoas com suspeita ou com contato com suspeita de Covid deve ser mantida [uso] a máscara se houver contato com pessoas imunossuprimidas em casa ou no trabalho”, alertou.

Infectologista Giovanna Orrico. Crédito: Divulgação
Sobre a flexibilização do uso das máscaras, Orrico fala que o distanciamento é importante, mesmo em ambientes abertos. Ela explica: “Ambiente aberto com muita aglomeração de pessoas, onde o ar fica estagnado, é como se fosse ambiente fechado. E ambientes fechados a gente ainda não considera essa flexibilização, porque ainda existe a transmissão comunitária e não dá para neglicenciar isso”.
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